segunda-feira, 11 de abril de 2011

O destino da Pesquisa em rádio em SE.


Fiquei feliz quando, na semana passada, uma estudante do curso de Jornalismo da UFS, me havia convidado para explicar algumas informações sobre o rádio em Sergipe. Pode parecer simples, pois como venho escrevendo sistemáticamente neste blog, a cidade de Aracaju e o Estado de Sergipe possui ávidos consumidores de rádio, talvez uma das populações que mais escuta rádio no país.

Mas estranhamente, o número de pesquisas e pesquisadores no estado é mínimo. Como também já disse por diversas postagens, então qualquer iniciativa que vise apresentar melhor a constituição do panorama radiofônico da cidade de Aracaju e do Estado é muito importante, embora ainda não tenha investigado a fundo a realidade das rádios no interior de Sergipe, acredito que deva ser tão fascinante quanto foi em Aracaju e na região metropolitana.

Ela suscitou perguntas sobre as emissoras locais, aos poucos me lembrei de meu trabalho de conclusão de curso e de todo o emaranhado interessante que ocorre nessas emissoras. Poucas pessoas sabem, mas a cidade de Aracaju possui 05 emissoras em rede na capital, dentre as quais uma trabalha em rede, mas localmente, a Rede Ilha, que possui “filiais” em alguns municípios do Interior de Sergipe.

O estado é palco de diversas rádios que englobam os mais diversos públicos, devemos ampliar o debate e fomentar a construção de novas pesquisas envolvendo o rádio em escala regional.

domingo, 3 de abril de 2011

A webrádio no Mundo e em Sergipe

A participação das webradios no mercado global de radiodifusão aumenta a cada ano. Segundo dados, do site: The Slogans Online, A webradio passou de 2005 de 40 milhões de usuários para em 2010, chegar à 180 milhões de usuários no mundo inteiro. É claro, ainda precisam ser coletados maiores dados para poder conhecer um número mais robusto, mesmo porque fica um tanto complicado a pesquisa quando o assunto é radio online.

Uma das razões é por conta de sua característica. A webradio aparece a qualquer momento na rede e pode ter um público fiel ou nenhum público. Para isso a necessidade de se refinar os padrões de pesquisa quando se trata de conhecer o perfil de consumo do usuário dessas webradios além de sua programação (entro aqui na questão das rádios que são meros playlists e de programação convencional).

Mas essa realidade não atinge somente o mercado global. Em Aracaju/SE a participação das webradios é crescente. Durante uma varredura que fiz, encontrei perto de 9 webradios com representação e relativo destaque na cidade. Algumas com mais visualizações, outras nem tanto. Mas vou citar aqui, 05 emissoras webradios que já são conhecidas: A webradio do Sindicato dos Bancários de Sergipe, da Câmara Municipal de Aracaju, do Tribunal de Justiça de SE, da AtalaiaWeb (portal Atalaia Agora), e a conhecida Rádio RCN.

A RCN foi a primeira rádio online a se instalar em Aracaju. Foi alvo de minha pesquisa durante minha conclusão de curso e é talvez, uma das mais especiais rádios do mercado Sergipano. Rádio que foge ao estilo playlist e com programação de uma emissora convencional. A RCN em 2009, conseguiu bater picos de acesso no site de aproximadamente 350 mil acessos/mês. Colocando-o como site e rádio mais ouvido no estado de Sergipe e, em determinados momentos, a mais ouvida webradio do Brasil.

Na época, duas coisas me chamaram a atenção: A primeira, que a rádio agia com transmissão de programação via acesso remoto da cidade de Boston (isso mesmo, uma “filial” da radio através de um colaborador nos EUA) que monitorava as transmissões e também realizava algumas inserções na emissora. Além do grande número de acessos da emissora.

Como se percebe, apesar de pouco tempo de existência, a webradio tem um espaço imenso de crescimento. Não só global, mas regional também. O desafio agora é tentar encontrar um meio de conviver pacificamente entre as emissoras analógicas sem que traga nenhum prejuízo para ambos os modelos.

domingo, 27 de março de 2011

O que o Brasil deve à Landell...

Na última quarta-feira (23), esteve em Aracaju o professor e Jornalista Hamilton Almeida, responsável pelo livro sobre a vida e obra de Roberto Landell de Moura. Almeida veio à cidade ministrar uma palestra sobre a importância do padre gaúcho para, não só a radiodifusão nacional, mas global em virtude dos diversos experimentos que Landell realizou antes mesmo das transmissões iniciadas por Marconi em Londres ou pelas patentes do russo, Nikola Tesla.

Landell, como lembrou muito bem Milton JUNG (2007) foi tido como maluco ao realizar diversos experimentos com a transmissão de sons através de placas de aço no Brasil que vivia em um período de diversas agitações, ainda em fins do século XIX. Em 1893, seus experimentos foram exibidos na cidade de Campinas /SP deixando parte de seus moradores boquiabertos na época.

É dedicado à Landell, a criação do Anematófono (uma espécie de telefone sem fio) na época, e por esse invento, foi registrada patente em seu nome no Brasil em 1900 e nos EUA em 1904. Como se percebe, Landell não deu início somente às transmissões de rádio, mas é importantíssimo para o desenvolvimento de aparelhos de comunicação que seriam impensáveis até então, ou, que ainda não tinham sido divulgados

O seu legado...

Landell é por diversas vezes posto no ostracismo em virtude do nome e da importância de Roquete Pinto quando se trata em falar sobre rádio no Brasil. Mas a verdade é que se não fosse por ele, talvez diversos experimentos que nós conhecemos hoje pudessem não existir. É claro que na época diversas pessoas pesquisavam e procuravam entender novas formas de aprimorar a comunicação, mas para nós, Brasileiros é importantíssimo reconhecermos que pessoas do calibre dele foram decisivas para que isso acontecesse.

O padre Gaúcho nos deixa diversas lições. Uma delas é que a necessidade de se comunicar sempre esteve inerente ao espírito humano não importa aonde houvesse um. Em um futuro onde a digitalização do som se torna uma questão de sobrevivência às emissoras, vale a pena voltar atrás e conhecer que pioneiros como Landell deram o primeiro passo para que novas formas de interação pudessem ser realizadas.

terça-feira, 22 de março de 2011

No caminho do Operador Multi-Task nas emissoras de Rádio

Já escrevi sobre esse novo “perfil” exigido pelas empresas de comunicação para o profissional. Se você ainda não conhece, vamos a uma explicação com brevidade. O profissional multi-task é o profissional multi-tarefa. Aquele que conhece, manipula, coordena as ferramentas digitais a fim de dinamizar o trabalho nas mais diversas plataformas, dando não só agilidade mais eficiência na produção de informação além de se pôr a frente da concorrência tendo no seu corpo de profissionais, pessoas com essa qualidade.

A sobrecarga do profissional é grande visto que essas exigências na certa esbarram na condição física, psicológica e financeira dos profissionais para que ele possa usufruir melhor dessa necessidade. No Brasil, tradicionalmente, a busca por melhores profissionais e a concorrência entre os iguais nas companhias produzem aberrações constantes nos ambientes de trabalho, chegando por vezes a ocorrerem abusos freqüentes.

Abusos tais como, manipular as mídias digitais, produzir conteúdos em plataformas online, impressa, televisiva e rádio, conhecer parâmetros de edição, dominar por vezes elementos que compõe conhecimentos em T.I. Enfim, são apenas alguns dos exemplos que formam o novo operador de comunicação disponível no mercado.

Não fosse somente essas atitudes, o profissional, por vezes jornalista, ou radialista ou áreas correlatas precisam cuidar de sua posição, pois podem ser realocados ou substituídos por outras pessoas sem conhecimento técnico específico. Graças à horizontalização da informação, a produção de conteúdo que trouxe a democratização também pode trazer um problema à formação profissional, algo que já vem acontecendo.

A lógica do capital infelizmente é mais imperativa. Pois ao passo que as empresas exigem do profissional não estão oferecendo recursos para que esse tipo de treinamento e capacitação ocorra, sobretudo nas empresas de comunicação radiofônica. Com a atualização tecnológica chegando aos poucos nas emissoras de rádio no país, vemos que aos poucos esse tipo de exigência vem chegando e transformando as redações das rádios no país.

O futuro, não é tão estarrecedor se na certa medidas forem dispostas. Entre elas uma melhor capacitação do profissional ainda nas faculdades, o preparo do estudante para atender as demandas do mercado além de necessário é uma forma de preparar o estudante para as adversidades que enfrentarão muitas faculdades Brasil afora precisa rever seus programas de matérias, pois a defasagem prejudica não só os alunos, como também a instituição.

Links relacionados:

sexta-feira, 4 de março de 2011

Rádio e Mídia Sonora: É tudo a mesma coisa?

Depois de 02 semanas fora da web, do trabalho e das atividades e passando um merecido descanso com minha namorada. E, como a cidadã tanto quanto eu. É uma pesquisadora e aficionada por rádio. Uma dúvida nos veio subitamente à cabeça. Nós podemos dizer que uma Mídia Sonora pode ser considerada rádio?

Tudo começou porque em voltas com a discussão sobre as Novas Tecnologias e seu impacto no rádio contemporâneo nós entendemos que as mudanças trazidas pelo advento dessas TICS desenharam um caminho perpendicular a história do rádio. Alias como o professor Medtisch (1997) disse em um de seus artigos: “O rádio não é atrasado tecnologicamente, só veio primeiro”.

Mas a razão principal de minha dúvida é quanto à função que novos elementos ou novos produtos sonoros podem ser reconhecidos como tal. Uma discussão parecida foi a que se sucedeu há alguns anos quando muitos questionaram a razão de ser de uma emissora de rádio (web), por exemplo, em que sua programação fosse musical 24hs por dia. Nisso, parecemos concordar que uma “playlist” não pode ser considerada uma emissora de rádio propriamente dita.

E quanto ao Podcast? Esse se tornou o principal foco de nossas discussões. O recurso que se popularizou, sobretudo nos portais de notícia nos deu pano para manga, embora muitos considerem que o podcast seja só uma vertente do rádio. Faço algumas ressalvas quanto à esse tipo de crença por 02 razões.

·         O Podcast é uma espécie de blog sonoro que geralmente costuma noticiar um fato ou uma opinião do interlocutor sobre determinado tema
·         O Podcast só existe no meio digital, ainda que não seja impedido a sua existência no meio analógico. Ele se distância do fato noticioso (embora possa ocorrer) vindo quase sempre como uma crítica sobre X assunto. Costumeiramente relacionado a alguma notícia do Portal, ou do Blog.

Lógico, essa é só uma visão muito particular. Ainda que não tenha penetrado mais profundamente no tema. Vejo um pano para explicações mais pertinentes aqui. Afinal: O Rádio é uma Mídia Sonora, mas nem toda Mídia sonora pode ser considerada Rádio.



sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Rádio e a UNIT: Ensino de Radiojornalismo e Novas Tecnologias

A Universidade Tiradentes (UNIT) é a 2ª maior instituição de Ensino Superior de Sergipe. A universidade é privada e sua infra-estrutura é conhecida como uma das melhores do norte/nordeste. Hoje, a UNIT atua em diversos pólos de educação à distância em vários municípios do estado de Sergipe além de possuir uma filial, a Faculdades Integradas Tiradentes  (FITS), localizada em Maceió/ AL.

A instituição abriga também o mais antigo curso de comunicação social do estado. O Curso de Jornalismo está presente desde 1982 e foi responsável pela formação de diversos nomes do Jornalismo atual em Sergipe e fora dele. Hoje, a Unit na Coordenação dos Cursos de Comunicação agrega mais dois outros cursos: Publicidade e Propaganda além de Design Gráfico. E por contar com uma boa infra-estrutura, possui um Complexo de Comunicação Social (CCS) dotado de equipamentos que são superiores à muitas unidades televisivas do estado.

No que tange especificamente ao ensino de Rádio, ambos os estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda precisam aprender a manipular com a mídia sonora. Os primeiros, para aprender como veicular a informação e trabalhar os diversos paradigmas concernentes ao exercício do jornalismo, os últimos a desenvolver as técnicas necessárias para compreender os processos que envolvem a exploração da publicidade e do marketing inseridos no rádio e na Mídia Sonora.

Rádio e Novas Tecnologias.

A estudante do curso de Jornalismo, Iana Queiroz em entrevista me disse que o CCS vem investindo no ensino de Novas Tecnologias e trazendo a participação dos estudantes: "Lá tem dois estúdios de rádios muito bons, isso facilita muito a aprendizado, já que toda aula misturamos a prática com a teoria", disse.

“A Unit tem uma rádio "experimental". onde os alunos do sétimo período fazem parte do projeto "Notícias em 10". Todos os dias um programa de 10 minutos às 18h20”. Embora este seja um programa em fase de testes, Iana não soube exemplificar se as pautas correspondem à um serviço em conjunto com a assessoria da instituição ou livre para a escolha de pautas dos estudantes.

Para o ensino de Futuro do Rádio, A estudante havia dito que a professora de rádio já havia iniciado estudos acerca do Rádio Digital. Um ponto bem positivo. Busquei informações e entrei em contato com a professora. É muito bom manter esse tipo de iniciativa, pois a impressão que se tem é que quando se trata de Rádio e Futuro do Rádio sejam práticas inexistentes nas principais academias de Sergipe.

Para tanto, vou visitar a instituição e acompanhar algumas aulas, quero ver de perto para onde é direcionado o ensino. Quero, sobretudo, montar parcerias sobre isso. Às vezes me sinto isolado quando o assunto é discussões sobre Novas tecnologias, rádio e Mídia Sonora em Sergipe. Então qualquer iniciativa que vise trazer esse conteúdo mais próximo dos estudantes e dos sergipanos é além de muito bem vinda, necessária.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Rádio na UFS: Passado e Futuro


A Universidade Federal de Sergipe (UFS) é uma das mais tradicionais IES do Estado. Por ano, perto de seis mil estudantes adentram a instituição em busca de diversos sonhos e possibilidades nos mais diversos cursos, entre eles os de comunicação social que figuram num curso relativamente disputado. É claro que com a ampliação das vagas a concorrência deu uma reduzida que outrora era sempre acima de 10, 12 candidatos/vaga, sobretudo Jornalismo.

Os Cursos de Comunicação na UFS tiveram início em 1993. Já não são cursos tão recentes assim, mas padecem de infra-estrutura como era de se esperar de algumas instituições públicas. No começo, os cursos que compunham o DAC (Departamento de Artes e Comunicação) eram os cursos de Artes, Jornalismo e Radialismo. Ainda que artes fosse um curso de licenciatura, mas conviveu bem durante mais de 15 anos, Hoje o Departamento de Comunicação Social (DCOS) é composto pelos cursos de: (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Audiovisual e o Núcleo de Artes e Design Gráfico (NADE) composto pelos cursos de Artes Visuais e Design.


Radialismo na UFS foi de 1993 à 2008.

Radialismo chegou a ter seu reconhecimento pelo MEC ainda em 2002. Mas foi oficialmente extinto dos cursos de comunicação a partir do vestibular de 2009/01. Deixando um pouco desamparados os estudantes que ao certo não sabiam o que iriam acontecer na época, se poderiam se formaram como radialistas ou com o novo currículo de Audiovisual. Embora essas discussões à época ficassem pairando muito mais nas cabeças dos estudantes que estavam para adentrar a vida na Universidade, a mudança já adivinha de uma realidade que começava a ocorrer em boa parte das IES do País.

Rádio é visto como um ensino auxiliar a prática de comunicação, não sendo dado o devido crédito pelas instituições. A verdade é que mesmo as a entidade que gere os radialistas se enfraquece ao nem mesmo reconhecer o valor da formação de um radialista. Por exemplo, um radialista não poderia assinar as próprias matérias isso ficaria a cargo de um jornalista, com pisos salariais muito baixos, o rádio Brasileiro acabou enfraquecendo nas academias em detrimento do amadorismo de muitos que iniciaram as transmissões ou, em cursos técnicos - Caso em especial dos Radialistas formados em Itabuna na Bahia.

Atualmente o ensino de rádio na UFS resume-se a poucas técnicas de conhecimento acerca do meio de comunicação. Claro, ensinando-se aos que ainda buscam conhecer por exemplo, Direção de programas de rádio, argumentação e roteiro de programas, técnicas de produção em rádio. Na área rádiojornalística, estudos acerca da evolução da comunicação comunitária, e aspectos quanto a criação de fato noticiosos, crônicas e afins no rádio são facilmente explorados.

Contudo, quando se trata em explorar assuntos mediante o futuro da Mídia Sonora e a influência de Novas Tecnologias, o buraco é gigantesco. Há hiatos imensos na condução do ensino. Talvez, desinteresse por boa parte dos professores, talvez desinteresse do próprio alunado, o rádio vêm entrando em um período de ostracismo na principal academia Sergipana por conta de não explorar adequadamente as novas realidades vislumbradas pelo rádio e pela Mídia Sonora como reais possibilidades de ensino

A Rádio UFS.

Durante o processo de Expansão Universitária (REUNI) que injetou recursos em troca do aumento gradativo no número de vagas nas instituições de ensino, diversos cursos receberam aportes consideráveis e conseguiram criar uma infra-estrutura capaz de atender a novas demandas internamente quanto externamente, dessas conquistas, prédios novos, novos cursos (audiovisual, Design e Publicidade e propaganda, exemplo) além das tão malfadadas cotas.

Rádio UFS FM
Outra realização por conta da ingestão de recursos foi à criação da Rádio UFS. Emissora FM da Universidade Federal de Sergipe. A Rádio, que na verdade possui concessão de exploração pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação) trouxe um pouco mais de possibilidades ao ensino dos estudantes, conta com um bom prédio e a emissora vem se destacando como fonte de conhecimento (desenvolvendo o tripé - Ensino, Pesquisa e Extensão), pois a cada semestre são abertos editais para que alunos possam produzir seus programas (supervisionado por seus professores) além de oferecer uma nova opção ao público da Aracaju e proximidades.

Durante a produção de minha monografia, conversei com o atual coordenador da emissora, prof. Dr. Josenildo Guerra que já buscava preparar o rádio quanto tecnologias para a possível implantação do sistema digital de transmissão. Embora o mesmo não soubesse precisar quando nem, de que forma o sistema poderia ser útil para o ensino dos estudantes.

E, dessa forma, o ensino de rádio na UFS vem caminhando. Com um curso que já figurou num dos mais concorridos próximo de sua criação, extinto anos depois e não havendo uma renovação no ensino dessa importante mídia de massa, os futuros operadores de comunicação por vezes saem da academia sem descobrir para onde caminham as novas informações na mídia sonora e o prazer especial em lidar publicamente através do microfone e no dial das emissoras.